sábado, 30 de janeiro de 2010
Aos turistas
Se o auge do perigoso romantismo míope prenuncia quedas no abismo da literatura séria triste, o outro lado do mirante proporciona a visão panorâmica dos rios, não veias ou nervos, da solidão, não ilha, da vida, não mar, dos não-habitantes, mas impulsos que se encontram (e se perdem) na Cidade Portuária Paixão, onde as casas e roupas são um inútil proteger-se de ladrões de beijos nos becos sem saída ou fuga dos cães vira-latas sem coleira - instinto que os veículos inventados atropelam por ou sem querer ceder às quaisquer ruas que sempre terminam no mar.
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nao vejo a hora de le-lo....
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